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 INTRODUÇÃO

Fala pessoal!!! Tudo certinho com vocês??

Bom, o post de hoje é um pouco diferente dos tradicionais tutoriais que envolvem eletrônica, programação, robótica e por aí vai – hoje vamos falar de um assunto um pouco diferente mas que é muito importante e necessário para as boas práticas de nossa área maker.

O que é um maker?

Vivemos um tempo onde o acesso a informação é muito fácil e simples, principalmente pela disseminação da internet, das redes sociais e das mídias digitais. Isto fomentou a vontade de aprender das pessoas, fazendo-as buscar mais e mais conhecimento. No nosso “mundinho” da eletrônica/robótica não é diferente. Através de alguns cliques vocês aprende, monta e testa projetos muito rapidamente, o que era praticamente impossível no passado.

Isto é ser um maker – é ter a vontade de aprender e fazer vocês mesmo. Seja como um hoobbysta, estudante, entusiasta, profissional ou até um curioso. O importante é ter a cultura do faça você mesmo(Do It Yourself – DIY) no “sangue”.

Com este crescimento quase que exponencial da nossa cultura maker, nosso blog enxergou a necessidade de compartilhar um pouco de nossa experiência para ajudar vocês nas montagens e projetos.

Pensando nisso, no post de hoje, vamos falar essencialmente do que vocês devem ter na sua bancada para ter as condições minimas de fazer um trabalho bem feito e com segurança.

Vamos ao que interessa!!

CRIANDO SEU ESPAÇO DE TRABALHO

Bancada de trabalho

Se você está começando do zero ou mesmo com alguma experiência, a primeira coisa a ser feita é organizar seu local de trabalho. Neste caso a organização é um detalhe bem importante para montagem de nossa bancada, então vamos começar determinando um espaço para nosso trabalho. Pode ser uma mesa antiga, uma escrivaninha, uma bancada ou até algumas madeiras.

Claro que nem todo mundo possui condição financeira para adquirir algo mais profissional, entretanto isto não impede de dar assas a imaginação!

 

 

ACESSÓRIOS E FERRAMENTAS PARA SUA BANCADA

Protoboard

Protoboards são aquelas famosas matrizes de contatos que servem principalmente para criar seus circuitos sem a necessidade de ter que utilizar solda ou danificar os componentes. Particularmente são utilizados para os testes iniciais ou parciais antes de confeccionar a PCI (placa de circuito impresso) e soldar os componentes. Dificilmente você irá encontrar algum produto de “prateleira” com uma protoboard fazendo parte do projeto. A grande vantagem é a possibilidade de utilizar várias kits, shields e componentes diferentes para criação de projetos.

Existem mais diversos tamanhos de protoboards e conforme vai avançado o seu conhecimento você irá reconhecer a necessidade de aumentar o tamanha de sua protoboard.

DICA 01:  como todo cabo, fio ou trilha a protoboard tem um limite aceitável e segura de corrente e tensão de trabalho. Evite trabalhar com níveis de tensão maiores que 24 Vcc e corrente maiores que 2A. Isso poderá danificar seu equipamento e talvez provocar um acidente.

JAMAIS TRABALHE COM TENSÕES DA REDE ELÉTRICA – 110 ou 220V – NA SUA PROTOBOARD.

Como sugestão fica a dica de alguns modelos bastante utilizados:

Cabos diversos

Mesmo com uma grande quantidade de shields e módulos para conectar nos seus projetos os cabos ainda continuam sendo necessários. Existem cabos para interligação entre componentes na prootoboard, cabos para alimentação de circuitos, cabos para conexão entre módulo, cabos para conexão de circuitos com um computador, dentro os mais diversos tipos e modelos.

Uma pequena lista de alguns itens que são importantes termos na nossa bancada:

Cabos Dupont Jumper FXM;

Cabos Dupont Jumper MXM;

Kit Jumper Macho x Macho 65 unidades;

Cabo de Teste para Fonte de Alimentação e Multímetro;

Cabo de Alimentação/Testes Usb com Garras Jacaré;

Kit de Jumpers Rígidos para Protoboard.

 

EQUIPAMENTOS DE TESTES

Multímetro

O multímetro é o equipamento mais importante para testar circuitos e componentes. Posso garantir que não se deve montar nenhum circuito antes de realizar medições necessárias. Muitos kits, shields, display e componentes são alimentados com níveis de tensão diferentes – na maioria das vezes 3.3V ou 5V. Alimentar seu projeto com um nível de tensão diferente do suportado pode até provocar a queima de circuitos.

Existem instrumentos dos mais variados preços, observe sempre qual o equipamento irá satisfazer as suas necessidades. Indico abaixo algumas grandezas que ele deve medir:

  • Tensão DC e CA. Você também quer uma escala de baixa tensão, de 500 mV para transistores e CI;
  • Corrente DC e AC – O instrumento deve ter uma escala de baixa corrente, entre 1 e 5 mA;
  • Resistência – até 100 MΩ;
  • Teste de continuidade visível / audível, o que é muito útil para encontrar as falhas mais básicas em projetos iniciantes – conexões incorretas ou mal soldadas.

Se possível invista em um equipamento que pode medir também: capacitância, indutância, freqüência, ganho de transistor, diodo e temperatura.

 

 

Osciloscópio / analisador lógico

Osciloscópios e analisadores lógicos são úteis para visualizar mudanças de tensão dentro de um circuito e verificar o seu comportamento. Infelizmente estes equipamentos são muito caros e normalmente não estão acessíveis para quem esta em fase de aprendizado ou somente usa para hobby eletrônico. Existe uma alternativa que é usar o Arduino e seu PC fornecer algumas medições semelhantes a um osciloscópio ou analisador lógico.

FERRAMENTAS DE TRABALHO

 

Ferro e materiais para solda

O ferro de solda é uma ferramente que todo maker deve ter em sua bancada, ele serve basicamente para garantir uma perfeita fixação e contato elétrico entre duas ou mais partes condutores de componentes e placas. Nesta longa trajetória de projetos em um dia nos deparamos com alguma trilha rompida, um cabo cortado ou um componente avariado. É ai que ele entra!! Como a maioria dos componentes eletrônicos tem um tamanho reduzido e as placas, shields e kits também são pequenos, devemos ter um ferro obviamente pequeno também. Existem alguns modelos de 20 até 30 W de potência que são bem úteis.

Acompanhando o ferro devemos ter um suporte para ele, de preferencia com uma esponja especial para limpeza, um sugador de solda e a solda propriamente dita. De preferencia adquira uma solda 70/30, ou seja, 70% e 30% de chumbo, ela tem um ponto de fusão menor do que outras composições de solda. Desta forma o ferro não precisa estar muito quente. Excesso de temperatura poderá provocar um dano nos componentes e nas PCI(Placas de Circuito Impresso).

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Poderíamos fazer um post inteiro só falando sobre solda eletrônica, então vamos resumir alguns detalhes importantes:

  • Componentes SMD devem ter um cuidado adicional para solda-los e dessoldados. Existem ferros de solda específicos para alguns tamanhos de SMD, entretanto em linhas gerais utiliza-se uma estação de retrabalho SMD – que usa ar quente controlado para soldar e dessoldar componentes;
  • A solda tem chumbo na sua composição. Evite respirar a fumaça da solda.
  • Use sempre EPI(Equipamentos de Proteção Individual) para trabalhar com solda: luva, mascará, guarda-pó e óculos;
  • O ferro trabalho com temperaturas acima de 100ºC e ligado na rede elétrica. Cuide para não deixa-lo encostar no seu próprio cabo de alimentação e causar um curto-circuito;
  • Quando soldamos um componente, só encostar o ferro nele a alta temperatura é dissipada em tudo ao redor. Nesta hora deve-se tomar um cuidado para não danificar trilhas ou componentes. Não deixe o ferro encostado por muito tempo na placa;
  • Evite as “soldas frias”. Elas são causadas devido a má qualidade da solda, baixa temperatura de soldagem ou oxidação de componentes e trilhar. As soldas frias tem uma aparência opaca e na maioria dos casos não criam um contato elétrico ideal entre placa e componente;

Ferramentas manuais

Chaves de fenda e philips

Opte por um jogo/conjunto de chaves de fenda e philips com varias tamanhos e tipos. Se possível tenha também algumas chaves torx, estrela e allen. De preferencia a marcas de qualidade pois ferramentes de baixa qualidade podem danificar seus equipamentos. Utilize chaves com cabos isolados a fim de evitar qualquer contato elétrico.

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Alicates para eletrônica

Basicamente dois modelos são os mais importantes para nossa bancada: alicate de corte lateral e de bico. Adicionalmente terão modelos universais, bico-de-pato, meia-cana, bico redondo e por ai vai.

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Pinças

Um trabalho mais refinado onde exige-se precisão para fixação de componentes ou qualquer item de menor tamanho exige um pinça para auxilio. Existem modelo com trava para facilitar o trabalho.

 

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Armazenagem e organização

Caixas são importantes!!! Organização também!!

Você pode até utilizar uma caixa de sapato para guardar todos os seus componentes, kits, ferramentas e shields. Com o tempo vai perceber que precisa de um local especifico para cada item. Pense que podemos ter um número de valores de resistores considerável, então imagine-se procurar um valor especifico no meio de vários componentes distintos é uma grande perda de tempo.

Portante invista nesses itens que relativamente são acessíveis. Em grandes mercados, bazares e lojas podemos encontrar vários modelos. Quanto mais separados tiver melhor, então vocês pode criar uma organização bem legal.

Compre também uma maleta para guardar suas ferramentas, cabos e acessórios.

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CONCLUSÃO

Essas foras apenas algumas referências e indicações de boas práticas para seguirmos fazendo nossos projetos. Organização e segurança fazem parte de todas essas dicas que estamos passando.

Para que não tem muita experiência tentem utilizar este post para melhorar sua bancada de trabalho. Depois nos digam o que melhorou, o que deu certo ou errado.

Para quem já tem experiência pode compartilhar mais algumas dicas e contribuições.

Até o próximo post galera!!

REFERÊNCIAS

http://diy.smallbearelec.com/HowTos/Tools/Tools.htm

http://www.penguintutor.com/electronics/reference-tools

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